Felizes os que choram, pois serão consolados
- Marcela Alves
- 16 de dez. de 2023
- 2 min de leitura

Essa foi uma das falas de Jesus em Seu maior sermão, nos apresentando as condições de absoluta felicidade pela perspectiva cristã. Ironicamente, suas alegações são contraditórias ao que comumente acreditamos, deixando-nos até confusos: como podem ser felizes os que choram?
Em sua passagem pela terra, Ele sempre esteve presente com seus discípulos e amigos, porém, ao retornar aos céus, anulando sua presença física aqui, tranquilizou-nos ao afirmar que nos deixaria o Espírito Santo. Este, por sua vez, é o Consolador, ou seja, Aquele que trás consolo.
Se o contexto desta mensagem era o choro referente ao olhar sobre si, ver seus pecados e analisar a necessidade absoluta de Cristo sob qualquer circunstância, podemos compreender que o choro ou sofrimento, não seria apenas um lugar de dor, mas sim, onde poderíamos nos encontrar mais intimamente com o Senhor em Sua consolação. Não é a procura de uma anestesia, mas de um abraço do Eterno. Não é deixar de beber o cálice, é entregar-se a Deus e deixar que aquele momento de pura aflição se transforme, posteriormente, em vida.
É encantador observar a oração de Davi em Salmos 56:8: “Registra, tu mesmo, o meu lamento; recolhe as minhas lágrimas em teu odre; acaso não estão anotadas em teu livro?” e, em setenta capítulos depois, uma contundente resposta: “Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes.” (Salmos 126:5-6). Planta-se em lágrimas, colhe em alegria. E essa proeza só o Senhor é capaz de realizar.
O choro é certo na vida de qualquer ser humano, desde o nascimento. Contudo o consolo é destinado àqueles que aceitam esse presente vindo do Senhor. O som das nossas lágrimas são adubo fértil para que o Espírito Santo interceda por nós ao Pai e assim recebamos o alívio em nossas almas.
Nenhuma gota lacrimal é esquecida. Nenhuma oração é deixada de lado. Nenhuma dor é rejeitada. Não podemos também as esquecer, pois se soubermos onde as depositar poderemos encontrar uma grande bem-aventurança prometida por Cristo: a felicidade de sermos consolados por Aquele a quem oramos, servimos e amamos.
Ele enxugará dos nossos olhos toda lágrima e, por hora, esse é nosso grande conforto!
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